A chegada da menopausa traz uma série de mudanças físicas e hormonais importantes na vida da mulher — e as mamas não ficam de fora. Nesse período, é comum surgirem dúvidas sobre dor, nódulos, flacidez e até o risco de câncer de mama.

Neste artigo, o Dr. André Mattar, mastologista e especialista em saúde da mulher, explica como a menopausa afeta as mamas, o que é esperado nessa fase e quais cuidados são essenciais para manter a saúde em dia.


 O que é a menopausa e quando ela acontece?

A menopausa é o nome dado à última menstruação, que ocorre naturalmente entre os 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva da mulher. A partir desse momento, há uma redução acentuada na produção dos hormônios estrogênio e progesterona, o que afeta diversos órgãos — inclusive as mamas.


 O que muda nas mamas após a menopausa?

Com a queda hormonal, o tecido mamário passa por modificações naturais. As alterações mais comuns são:

  • Redução do volume e da densidade mamária (as mamas ficam mais flácidas);
  • Desaparecimento de nódulos funcionais (ligados ao ciclo menstrual);
  • Diminuição da dor cíclica nas mamas;
  • Substituição de tecido glandular por gordura.

Essas mudanças são fisiológicas, mas não impedem o surgimento de alterações importantes. Por isso, o acompanhamento com o mastologista continua fundamental nessa fase.


 O risco de câncer de mama aumenta na menopausa?

Sim. O risco de câncer de mama aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos. Isso ocorre porque as células do corpo acumulam alterações genéticas ao longo do tempo, o que pode favorecer o desenvolvimento de tumores.

Além disso, fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo e terapia de reposição hormonal (TRH) podem elevar esse risco.

 Mulheres na pós-menopausa devem manter o rastreamento com mamografia anual e consultas regulares com o mastologista.


 Reposição hormonal influencia a saúde das mamas?

Sim. A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser indicada para aliviar sintomas como ondas de calor, insônia e irritabilidade. No entanto, seu uso deve ser criterioso e supervisionado, pois pode aumentar o risco de câncer de mama dependendo do tempo e tipo de hormônio utilizado.

O mastologista, em conjunto com o ginecologista, pode avaliar os riscos e benefícios da reposição hormonal em cada caso.


 Quais exames devem ser feitos após a menopausa?

Após os 40 anos, e especialmente após a menopausa, os seguintes exames são recomendados:

  • Mamografia anual;
  • Ultrassonografia das mamas, quando necessário;
  • Ressonância magnética, em casos de alto risco;
  • Exame clínico das mamas pelo mastologista.

 O rastreamento é essencial para detectar precocemente qualquer alteração e manter a saúde mamária em dia.


 A importância do mastologista na menopausa

O acompanhamento com um mastologista é fundamental não apenas para rastrear o câncer de mama, mas também para avaliar outras alterações comuns após a menopausa, como:

  • Mastites não infecciosas;
  • Alterações cutâneas na mama e aréola;
  • Secreções mamilares;
  • Acompanhamento de nódulos benignos.

O Dr. André Mattar oferece um cuidado atento, baseado em evidências científicas e com foco no bem-estar e qualidade de vida da mulher.


 Conclusão

A menopausa é uma fase natural da vida, mas que exige atenção redobrada com a saúde das mamas. Mesmo com a redução dos hormônios, o risco de alterações — incluindo o câncer — aumenta, tornando essencial manter o rastreamento atualizado e o acompanhamento com um mastologista de confiança. Agende sua consulta com o Dr. André Mattar |  São Paulo – SP


 Fontes e referências

American Cancer Society – www.cancer.org

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