A dor nas mamas, conhecida como mastalgia, é uma das queixas mais comuns entre as mulheres. Em muitos casos, está relacionada a variações hormonais, tensão pré-menstrual ou alterações benignas do tecido mamário.
No entanto, é natural que surja a dúvida: quando essa dor pode ser um sinal de algo mais sério, como o câncer de mama?

Neste artigo, o Dr. André Mattar explica as causas mais comuns da dor mamária, quando ela merece atenção especial e como o acompanhamento com o mastologista ajuda a garantir segurança e tranquilidade.


 Dor na mama é sempre sinal de câncer?

A resposta é não.
Na maioria dos casos, a dor nas mamas não está relacionada ao câncer de mama, mas sim a causas benignas e hormonais.
Estima-se que mais de 70% das mulheres apresentem dor mamária em algum momento da vida, especialmente entre os 20 e 50 anos.

As causas mais comuns incluem:

  • Oscilações hormonais durante o ciclo menstrual;
  • Uso de anticoncepcionais hormonais ou reposição hormonal;
  • Cistos mamários, que podem ficar sensíveis;
  • Traumas, inflamações ou infecções (como mastite);
  • Estresse e tensão muscular na região torácica.

Essa dor geralmente é difusa, cíclica (ligada ao ciclo menstrual) e melhora espontaneamente.


 Quando a dor na mama pode ser um sinal de alerta

Embora seja incomum, em alguns casos a dor mamária pode estar associada a doenças malignas.
O câncer de mama, na maioria das vezes, não causa dor nos estágios iniciais, mas pode causar desconforto quando o tumor está mais avançado ou próximo à pele.

Procure avaliação médica se a dor vier acompanhada de:

  • Nódulo endurecido e fixo na mama;
  • Secreção mamilar com sangue ou transparente persistente;
  • Alterações na pele da mama (vermelhidão, retração, descamação);
  • Mudanças no formato da mama ou do mamilo;
  • Dor localizada e constante, que não varia com o ciclo menstrual.

Esses sinais não confirmam câncer, mas indicam a necessidade de avaliação imediata com um mastologista.


 Como é feita a avaliação da dor mamária

Durante a consulta, o mastologista realiza o exame clínico das mamas e pode solicitar exames de imagem, como:

  • Ultrassonografia mamária, para avaliar cistos e nódulos;
  • Mamografia, indicada principalmente a partir dos 40 anos;
  • Ressonância magnética, em casos específicos ou quando há dúvida diagnóstica.

Esses exames ajudam a identificar alterações benignas e a descartar qualquer suspeita de câncer de mama com precisão.


 Dor cíclica x Dor não cíclica: entenda a diferença

Saber o tipo de dor ajuda o especialista a identificar a causa mais provável:

  • Dor cíclica: relacionada às oscilações hormonais; afeta as duas mamas, costuma ser difusa e aparece antes da menstruação.
  • Dor não cíclica: não tem relação com o ciclo menstrual, pode atingir apenas uma mama e estar associada a alterações estruturais (cistos, nódulos, inflamações) — requer investigação.

Se a dor for persistente, localizada ou acompanhada de outras alterações, o ideal é agendar uma consulta para avaliação detalhada.


 A importância do acompanhamento com o mastologista

Mesmo que a dor mamária tenha causa benigna, o acompanhamento regular com o mastologista é essencial.
Ele é o profissional indicado para diferenciar dores relacionadas a alterações hormonais, condições benignas e sinais que exigem investigação.

Além disso, o acompanhamento permite diagnosticar precocemente o câncer de mama, quando as chances de cura ultrapassam 90%.


 Conclusão

A dor nas mamas é, na maioria das vezes, um sintoma benigno e temporário, mas não deve ser ignorada.
Quando acompanhada de nódulos, secreções ou alterações na pele, pode indicar a necessidade de avaliação mais detalhada.
O mastologista é o especialista capaz de identificar a causa exata da dor e garantir um cuidado personalizado e seguro para cada paciente.

Se você sente dor nas mamas ou notou alguma alteração diferente, não espere o desconforto passar sozinho.
Agende uma consulta com o Dr. André Mattar, mastologista especialista em diagnóstico e prevenção das doenças mamárias, e cuide da sua saúde com tranquilidade e atenção personalizada.

Fontes Bibliográficas:

  • Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) – www.sbmastologia.com.br
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA) – www.inca.gov.br
  • American Cancer Society – www.cancer.org
  • Mayo Clinic – www.mayoclinic.org
  • National Comprehensive Cancer Network (NCCN) – www.nccn.org

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