A mamografia é o principal exame para o rastreamento do câncer de mama, mas não é o único que o mastologista pode indicar.
Em alguns casos, é necessário complementar a avaliação com ultrassonografia ou ressonância magnética das mamas, especialmente quando há características específicas, idade mais jovem ou alterações no exame inicial.
Neste artigo, o Dr. André Mattar, mastologista, explica quando e por que esses exames são solicitados, e como eles ajudam a garantir um diagnóstico mais preciso e seguro.
A mamografia é o exame principal — mas não o único
A mamografia é o método mais eficaz para o rastreamento precoce do câncer de mama, capaz de detectar nódulos ainda pequenos e invisíveis ao toque.
No entanto, ela pode ter limitações em alguns grupos de mulheres, como aquelas com mamas densas — tecido mamário mais compacto, comum em mulheres jovens ou com desequilíbrio hormonal.
Nesses casos, o médico pode associar outros exames de imagem para complementar a análise e evitar falhas no diagnóstico.
Ultrassonografia das mamas: quando é indicada
A ultrassonografia mamária é um exame simples, indolor e sem radiação.
Ela é muito útil para investigar alterações detectadas na mamografia ou sintomas clínicos relatados pela paciente.
As principais indicações incluem:
- Mamas densas, onde a mamografia pode não ser suficiente;
- Mulheres jovens, abaixo dos 40 anos, que ainda não fazem mamografia de rotina;
- Confirmação de nódulos, cistos ou secreções;
- Avaliação de próteses mamárias;
- Acompanhamento de lesões benignas já conhecidas.
O ultrassom permite distinguir entre nódulos sólidos e císticos, ajudando o mastologista a definir a melhor conduta.
Ressonância magnética das mamas: quando é necessária
A ressonância magnética das mamas é um exame mais detalhado, indicado para casos específicos, geralmente em situações de maior complexidade diagnóstica.
Ela fornece uma imagem tridimensional das mamas, com contraste, permitindo avaliar estruturas com altíssima precisão.
As principais indicações são:
- Avaliação complementar de alterações suspeitas na mamografia ou ultrassom;
- Rastreamento de alto risco, como mulheres com mutação genética (BRCA1/BRCA2) ou histórico familiar forte;
- Investigação pré-operatória, para definir a extensão do câncer já diagnosticado;
- Avaliação de próteses e possíveis rupturas;
- Acompanhamento pós-tratamento oncológico.
A ressonância não substitui a mamografia, mas é uma ferramenta essencial em situações em que se busca detalhes que outros exames não mostram.
Como o mastologista decide quais exames solicitar
A escolha dos exames é feita de forma individualizada, levando em conta:
- Idade da paciente;
- Histórico familiar de câncer de mama;
- Densidade mamária;
- Sintomas clínicos relatados;
- Resultados de exames anteriores.
O objetivo é garantir máxima precisão diagnóstica, evitando tanto exames desnecessários quanto falhas na detecção precoce de alterações.
Por que a avaliação personalizada é essencial
Cada mulher tem um perfil de risco e características mamárias diferentes.
Por isso, é fundamental contar com um mastologista experiente, que saiba quando complementar a mamografia com outros exames e como interpretar cada resultado dentro do contexto clínico da paciente.
Esse acompanhamento regular permite diagnosticar doenças benignas e malignas em estágios iniciais, o que aumenta muito as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais invasivos.
A mamografia continua sendo o exame de rastreamento mais importante, mas o ultrassom e a ressonância magnética das mamas são ferramentas complementares valiosas.
Elas ajudam a investigar achados suspeitos, acompanhar alterações benignas e monitorar pacientes com maior risco de câncer de mama.
O ideal é que a indicação de cada exame seja feita pelo mastologista, de forma personalizada, garantindo segurança e precisão.
Se você tem histórico familiar, mamas densas ou recebeu recomendação de exames complementares, agende sua consulta com o Dr. André Mattar.
Uma avaliação individualizada é essencial para a prevenção e detecção precoce das doenças mamárias.
Fontes Bibliográficas:
- Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) – www.sbmastologia.com.br
- Instituto Nacional de Câncer (INCA) – www.inca.gov.br
- American College of Radiology (ACR) – www.acr.org
- American Cancer Society – www.cancer.org
- Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS®)
- Radiological Society of North America (RSNA) – www.rsna.org
